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SHARING ECONOMY, consumo compartilhado

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A Investopedia define a Sharing Economy, ou a economia do compartilhamento, como um modelo econômico que se baseia no consumo de produtos e serviços de forma compartilhada por uma comunidade, geralmente conectada por uma plataforma on-line.

Assim, cresceu nos últimos anos a ideia de deixar de possuir um automóvel para ao invés disso compartilhar um com outros usuários com a mesma necessidade, como UBER. Aos poucos, fomos descobrindo que os custos daquela casa de praia poderiam ser divididos com outras pessoas, como no AirBnB.

Um dos grandes gatilhos para a ascensão desses modelos de negócios foi o setembro vermelho de 2008. A crise econômica americana já se arrastava desde o 1o semestre de 2007, mas naquele setembro culminaria com a fal6encia dos grandes bancos Lehman Brothers e Merryl Lynch e da gigante dos seguros AIG (American International Group), a maior do mundo na época. Só o socorro ao AIG beirou US$ 150 bilhões.

Esse parêntese todo serve apenas para lembrar que em meio a crise de 2008, instintiva ou obrigatoriamente o mundo começou a enxergar que o modelo de superconsumo, de possuir, de imobilizar já não era mais sustentável.

É um novo modus operandi do consumidor e das empresas que se ancora em 5 conceitos:

  1. O dinheiro é escasso. É preciso ser bem empregado e, por isso, melhor ter um serviço do que um bem associado a esse serviço;
  2. Cada um de nós gera um impacto no meio ambiente e assim é melhor reduzir, reusar e reciclar de isso for possível
  3. Redistribuir: se eu não uso mais, repasso para quem quer usar agora
  4. Dinheiro, tempo, produtos, habilidades, tudo é escasso. Melhor socializar, compartilhar, colaborar
  5. Tudo é serviço! Eu não preciso de um carro. Eu preciso sair de um lugar e chegar no outro. Eu não quero um blueray.  Eu quero sentar e assistir um filme.

A economia compartilhada permite que, sem aumentar seu poder de compra, as pessoas evoluam ou mantenham um bom ou alto padrão de vida, repleto dos serviços que antes estariam associados à aquisição de um bem. A imobilização de capital.

Essa é uma completa disrupção do modelo capitalista que era baseado no acumulo de bens. Ao invés disso, essa nova economia baseia-se no acesso a serviços. E os serviços são consumidos numa base continua, longe de se esgotar (em tese). O modelo capitalista baseia-se em comprar, comprar, comprar…. Assim, empresas lucrariam mais, gerariam mais empregos e, por isso, mais consumo. Mas, as industrias precisam criar uma obsolescência programada para que essa roda não deixe de girar.

A economia do compartilhamento está mudando não só essa lógica, mas também a vida das pessoas. O acumular perde importância para o desfrutar. E isso também está afetando a economia B2B. Tema dos próximos posts!

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